segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Exames de próstata devem ser realizados a partir dos 50 anos, diz estudo

Assim como outubro passou a ser o mês rosa, voltado para campanhas que lembram a prevenção do câncer de mama, novembro agora é azul, para alertar a sociedade brasileira sobre a importância da detecção precoce do câncer de próstata. Para reforçar a ideia e visando a informar melhor a população, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) acaba de atualizar suas recomendações para a doença e lança um livro com a compilação desses dados durante o 34º Congresso Brasileiro de Urologia, entre os dias 16 e 20 de novembro, em Natal (RN). Entre as novas indicações da entidade, está o aumento da idade para diagnóstico precoce do câncer de próstata: 45 anos, para homens com casos da doença na família, obesos ou negros, e 50 anos, para os demais. Antes, a recomendação era de, respectivamente, 40 e 45 anos.

“A mudança é uma tendência mundial, baseada nos trabalhos científicos publicados nos últimos anos em vários centros mundiais especializados”, diz o presidente da SBU, Aguinaldo Nardi. Vinte e cinco especialistas — entre urologistas, oncologistas e radioterapeutas — se debruçaram por dois anos sobre pesquisas da doença para definir diretrizes a serem seguidas pelos médicos brasileiros. As últimas recomendações da entidade tinham mais de cinco anos e estavam defasadas.

Segundo Nardi, a alteração na idade mínima será feita porque há um excesso de diagnósticos de câncer de próstata que não se desenvolveriam de forma agressiva. “São os chamados cânceres indolentes. O homem tem câncer, mas ele não chega a ser invasivo, não sai da próstata. E ele se desenvolve tão lentamente que não traria problemas. Acredita-se que cerca de 20% dos tumores sejam indolentes”, explica. O urologista Carlos Corradi, chefe do Serviço de Urologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), diz ainda que o excesso de diagnóstico leva a exames e tratamentos desnecessários, que podem causar efeitos colaterais, como disfunção erétil e incontinência urinária.

Fonte: O Xerife.

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