domingo, 11 de novembro de 2018

AGRADECIMENTOS DO GASPEC!

O GASPEC realizou na manhã de ontem, (10/11/2018) atendimentos médico, com o especialista em Cirurgias de Cabeça e Pescoço Dr Jorge Moura
Agradecemos pelo apoio da Prefeitura Municipal de Apodi, Clinivida, ao Dr Jorge Moura e a sua esposa, por virem cuidar da saúde do nosso povo.
Em especial agradecemos a Deus por nos permitir realizar mais essa missão com sucesso!
Venha você também abraçar essa causa junto conosco!

Família de senhor Apodiense faz campanha para custear tratamento de “Linfoma não-Hodgkin”

Os familiares e amigos de José Manuel de Oliveira Souza de 59 anos, mais conhecido por "Zuca" de Zeca Tomaz, morador da comunidade de Santa Rosa I, estão realizando uma campanha para obter recursos financeiros com propósito de custear os medicamentos que precisa no tratamento da sua doença. Zuca, tem a doença Linfoma não-Hodgkin o mesmo encontra-se na UTI do LMECC (Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer) e precisa se tratar para voltar a viver normalmente.

O que é Linfoma não-hodgkn?

Linfomas são neoplasias malignas (crescimento tumoral das células) que se originam nos linfonodos (gânglios), muito importantes no combate às infecções.

A “Corrente do Bem” surgiu em uma conversa no grupo da família e já está sendo compartilhada nas Redes Sócias - Facebook, Instagram e Whatsapp. Todos estão empenhados em ajudá-lo e esperançosos.

Telefone para ajudar

( 84) 9 9165-6734 falar com a filha dele ( Mariza )

Conta da Caixa

Agência: 0560
Operação: 023
Conta: 00042274-0

Maria Mariza da Silva Oliveira (Filha do Mesmo)

*Fonte: Blog do Cassinho Morais

CONVITE MISSA DE UM ANO!


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Mitos e Verdades sobre câncer de próstata

Quem ejacula mais tem menos doenças da próstata.
R: Verdade! Vários estudos demonstram que o homem que ejacula com maior frequência tem menos doenças da próstata, inclusive o câncer. A possível explicação para isso seria o fato de que a próstata é responsável pela produção da maior parte do sêmen (líquido ejaculado). Quando ocorre a ejaculação, as secreções prostáticas são liberadas e renovadas, gerando condições favoráveis para a manutenção da saúde das células.

Claro que outros fatores podem estar envolvidos nessa afirmação, como o fato de que o homem que ejacula mais pode ser mais ativo, menos estressado, se alimentar melhor, etc. Mas atualmente, dada a quantidade de informação que confirma essa relação, os médicos acreditam que a maior frequência ejaculatória protege a próstata.

Vasectomia causa câncer.
R: Mito! No passado, essa era uma preocupação que inclusive afastava os homens da cirurgia esterilizadora. Hoje, após muitas avaliações robustas e estudos epidemiológicos, nenhuma relação entre vasectomia e câncer foi encontrada. Além disso, como a vasectomia interrompe apenas a passagem dos espermatozoides produzidos nos testículos para a uretra (canal onde serão ejaculados), nenhum prejuízo para a saúde do home foi identificado.

O ponto principal é considerar que é um método definitivo (causa esterilidade) e que envolve uma cirurgia. Portanto é seguro, mas merece considerações e os cuidados necessários para um procedimento desse porte.

Tomate previne câncer da próstata.
R: Mito! Ainda não existem evidências fortes o suficiente para afirmar isso. Estudos de menor impacto, no passado, sugeriam que vários componentes da dieta dita mediterrânea teriam capacidade de reduzir o risco de câncer da próstata. Nenhum estudo clínico robusto comprovou essa capacidade. Devemos lembrar que o câncer de próstata tem fatores genéticos e variáveis ainda não completamente conhecidas, que dificultam conclusões envolvendo a prevenção.

Atualmente, os médicos afirmam que adotar hábitos saudáveis, principalmente atividade física regular e controlar o peso, conseguem reduzir o risco de desenvolvimento de câncer de próstata.

O câncer de próstata é uma doença do idoso.
R: Mito! O câncer da próstata pode ocorrer no homem em qualquer idade. Ele é mais comum após os 45 anos de idade. Exatamente por isso, campanhas como o Novembro Azul visam alertar o público masculino a procurarem avaliação médica mesmo que não estejam sentindo nada. Homens negros e aqueles com histórico familiar de câncer de próstata ou de mama, devem iniciar o periódico da próstata a partir de 40 anos. Os demais podem iniciar aos 45 ou 50 anos e isso deve ser decidido em conjunto com o médico assistente.

A alimentação interfere nas chances de desenvolver a doença.
R: Verdade! Hábitos de vida saudáveis, aqueles que melhoram a eficiência do seu sistema imunológico, ajudam a controlar as células cancerosas. Lembre-se que o sistema de defesa é uma espécie de faxineiro que elimina as células defeituosas evitando que se desenvolvam fora do controle do organismo. No caso específico dos tumores da próstata, sabe-se que uma alimentação rica em gorduras favorece o aparecimento e crescimento do câncer. Portanto, adote hábitos saudáveis: alimente-se com equilíbrio e pratique atividade física regularmente. Controle seu peso, evite fumar e beber em excesso.

Muita atividade sexual pode aumentar as chances de câncer de próstata.
R: Mito! Exatamente o contrário. Foi demonstrado em estudos desenhados arpa responder a uma dúvida antiga: será que o número de ejaculações mensais interfere na chance de desenvolver câncer da próstata? E a resposta foi positiva. No grupo com mais de 20 ejaculações por mês houve significativa redução nos casos de câncer em comparação com o grupo controle.

Há algum tempo já se sabia que algumas doenças da próstata são mais raras ou evoluem de forma mais amena quando o homem mantém uma frequência ejaculatória maior. É o caso, por exemplo, da hiperplasia prostática benigna, cujos sintomas de dificuldade de urinar são aliviados pela ejaculação. Isso faz sentido na medida em que 90% do material ejaculado vêm das glândulas prostáticas.

Homens de raça negra têm mais chance de ter câncer de próstata.
R: Verdade! Homens de raça negra tem maior risco de desenvolver câncer da próstata e quando isso ocorre os tumores costumam ser mais agressivos. A explicação atualmente aceita para isso é que os negros possuem maior sensibilidade androgênica, ou seja, maior ação decorrente da interação entre a testosterona e seu receptor. Como os tumores de próstata, em sua maioria, são hormônio dependentes na fase inicial, esse ambiente mais sensível a testosterona poderia ser a explicação para predisposição. Exatamente por isso, os homens de raça negra são orientados a iniciar seus exames periódicos a partir de 40 anos de idade.


Quem opera a próstata fica impotente.
R: Mito! Existem diferentes doenças na próstata: câncer, hiperplasia e prostatites. Cada situação merece um tratamento diferente. Quando a melhor opção é a cirurgia (nem sempre essa é a primeira ou a melhor opção), precisamos destacar que existem diferentes tipos de procedimentos na próstata.

Para tratar o câncer da próstata, o cirurgião retira toda a glândula, junto com as vesículas semanais e os gânglios vizinhos. O objetivo do médico é curar o paciente de um câncer, não podendo restar células da próstata nesta região e por isso a cirurgia é chamada radical.

Nesse procedimento oncológico, o risco de impotência ou disfunção erétil existe, e o médico costuma ao paciente. Algum grau de comprometimento da ereção ocorre em cerca de 70% dos homens.

Os principais fatores no pré operatório que determinam o prognóstico quanto a recuperação da ereção são: idade, presença de comorbidades (outras doenças) e qualidade da ereção antes de operar. Entretanto, o medo de ficar impotente não deve afastar o homem do diagnóstico precoce e muito menos do tratamento, pois sempre existe tratamento para essa disfunção sexual pós prostatectomia.

No crescimento benigno, por outro lado, quando ele dificulta o esvaziamento da bexiga (chamado de HPB), a primeira linha de tratamento envolve mudanças de hábitos e medicação oral (vários medicamentos foram lançados com esse objetivo). Quando esse método não apresenta o resultado esperado ou o paciente não se adapta a medicação, a cirurgia pode ser necessária, sendo um procedimento diferente do realizado em caso de câncer. O objetivo nesse caso, é abrir caminho para a urina passar com mais facilidade. O cirurgião pode optar entre a raspagem por dentro do canal (conhecida como RTU) ou a enucleação do adenomas prostáticos (parte interna da próstata que esta comprimindo o canal). As cirurgias para tratar a hiperplasia benigna da próstata (HPB) raramente provocam algum impacto negativo na ereção. Pelo contrário, podem inclusive ajudar a parte sexual na medida em que o tratamento cirúrgico alivia os sintomas urinários.


*Fundação do Câncer.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

SAÚDE: 'Descobri a doença ao brincar com meu filho': o desconhecido universo dos homens com câncer de mama

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 1% dos pacientes com câncer de mama são homens, com maior recorrência entre aqueles com mais de 60 anos. 
'Se me perguntam sobre a cicatriz, conto sobre a doença e digo como venci essa batalha'
Foto: Emanoele Daiane/BBC News Brasil / BBC News Brasil
No início de 2016, o professor universitário César Pereira de Lima, de 46 anos, brincava com o filho mais novo quando a criança encostou-se ao peito esquerdo dele. O homem sentiu uma dor intensa. "Nunca havia sentido nada parecido em toda a minha vida", relata.

Dias depois, ele foi ao médico, passou por exames e foi diagnosticado com câncer de mama.

"Foi uma situação muito difícil. Para qualquer pessoa, descobrir essa doença é um choque. Mas para o homem, um câncer de mama é um susto maior ainda, porque a gente sempre pensa que é algo distante do público masculino", conta o professor.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 1% dos pacientes com câncer de mama são homens. Entre o público do sexo masculino, a doença é mais recorrente a partir dos 60 anos. No entanto, também há registros de pessoas mais novas.

Conforme o Inca, a doença na mama corresponde a 28% dos novos casos de câncer registrados a cada ano, entre homens e mulheres. Em todo o Brasil, neste ano, a estimativa é de que haja, ao todo, 59,7 mil novos registros da doença.

Segundo levantamento do Departamento de Informática do SUS (DataSUS), em 2016 morreram 16.069 mulheres e 185 homens em decorrência do câncer de mama. Estes são os dados mais recentes sobre o tema.

A oncologista Laura Testa, chefe do grupo de mama do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), explica que um dos motivos para que os casos entre os homens sejam mais incomuns é porque o público masculino está menos exposto ao estrogênio, o hormônio feminino.

"A maioria dos tumores de mama se alimentam dos hormônios femininos, e muitas vezes se desenvolvem pela longa exposição a esses hormônios, do período em que a mulher começa a menstruar até a menopausa. Por isso, essa doença é mais comum a partir dos 50 anos, período de pós-menopausa", diz à BBC News Brasil.

Os homens são atingidos em menor escala pela doença por terem o tecido mamário atrofiado, porque não recebem as mesmas ações de hormônios femininos que as mulheres. "Eles possuem glândula mamária muito menor e, por isso, não têm o mesmo estímulo dos hormônios femininos ao longo da vida."


Os sintomas

Professor universitário, Lima levava uma vida que considerava comum. Morador de Cuiabá (MT), ele dava aulas de Administração em três instituições de ensino superior na capital mato-grossense. Casado há 22 anos e pai de dois filhos, um com sete e outro com 14 anos, ele dividia a rotina entre o trabalho e a família.

Era noite de 27 de fevereiro de 2016. Lima brincava de "lutinha" com o filho mais novo, quando a criança acertou a mama esquerda do pai. "Ele deu um golpe de brincadeira, bem leve, mas doeu muito mais do que eu poderia imaginar. Foi uma dor muito assustadora", relembra.

A situação fez com que Lima se recordasse de um fato que havia notado dias antes: o mamilo esquerdo dele havia retraído sem motivos aparentes. "Eu não tinha dado muita atenção para isso. Mas quando senti aquela dor, percebi que poderia ser algo mais sério."

A retração do mamilo é apontada por especialistas como sintoma de um possível câncer de mama. Outras características que também podem ser supostos sinais da doença entre os homens são alterações como inchaço na mama ou na região da axila, pele enrugada ou vermelhidão na mama.

Segundo Laura Testa, em qualquer situação em que a pessoa perceba alguma diferença na mama é fundamental procurar auxílio médico. "É muito importante descobrir a origem dessa alteração", explica. A oncologista ressalta que o diagnóstico precoce traz mais chances de bons resultados no tratamento.

"Se há algo diferente crescendo na região da mama, é preciso investigar. Pode ser uma disfunção hormonal, mas também pode ser alguma doença. Um dos grandes problemas é que os homens que têm câncer de mama, normalmente, procuram ajuda mais tarde, e isso faz com que o tratamento seja mais difícil, porque a doença está mais avançada", diz Laura.

O médico Mário Sérgio Amaral Campos, especialista em diagnósticos por imagem de doenças da mama, ressalta que a grande maioria dos sintomas de um possível câncer de mama não está relacionada à doença.

"Muitos são casos de ginecomastia (aumento excessivo das glândulas mamárias de homens), que acontecem principalmente na puberdade ou quando o homem está na andropausa, porque são fases de acúmulo hormonal. Nesses casos, não se trata de algo maligno, mas que tem efeitos estéticos desagradáveis, principalmente para os mais jovens", diz. 


O tratamento
No dia seguinte à dor intensa no peito esquerdo, Lima agendou consulta com um mastologista. "Consegui atendimento para uma semana depois, por meio do plano de saúde. Se fosse pelo Sistema Único de Saúde, demoraria seis meses", relata.

O professor fez exames que comprovaram que o nódulo em sua mama esquerda era maligno. O caroço tinha 0,4 centímetro e estava indo para o estágio dois. "A doença tem quatro estágios, e a maioria das pessoas descobre no terceiro ou quarto, quando já esparramou para outros órgãos e não há muito que fazer", diz Lima.

Para ele, o câncer se desenvolveu em razão do estresse que enfrentava na carreira de professor. "Cheguei a ter 2 mil alunos e dava aula do período da manhã até a noite. Então era muito cansativo", conta. Os médicos que o atenderam, porém, explicaram ao paciente que a maior probabilidade é de que a doença tenha se desenvolvido por questões genéticas.

Laura Testa destaca que muitos dos casos de câncer estão associados à genética.

"A doença pode ser genética ou hereditária quando várias pessoas na família têm tumores. Isso faz com que esse gene seja transmitido para o filho, que terá muitas chances de desenvolver o câncer", explica.

Segundo o médico Mário Sérgio Amaral, a doença entre os homens também pode surgir por desregulação hormonal. "Neste caso, pode estar associada a situações como a obesidade ou a hábitos como uso de anabolizantes ou consumo de cigarro, entre outros."

Tratamento incluiu 18 sessões de quimioterapia e 25 de radioterapia Foto: Arquivo Pessoal / BBC News Brasil
Em abril de 2016, um mês depois de descobrir a doença, o professor passou por uma cirurgia para a retirada completa da mama esquerda e de uma parte da axila. Na época, o nódulo havia evoluído para 0,6 centímetro.

"Foi um procedimento cirúrgico semelhante ao que as mulheres com a doença passam. Uma parte da região da axila também foi retirada, porque havia indícios de que o câncer pudesse ter chegado embaixo do braço", explica o professor.

Depois do procedimento cirúrgico, Lima passou por 18 sessões de quimioterapia, de junho a dezembro de 2016, e por 25 procedimentos de radioterapia, de dezembro do mesmo ano a fevereiro de 2017. Posteriormente, utilizou bloqueadores hormonais por um ano.

"A maior parte dos tumores de mama no público masculino também se alimentam do hormônio feminino, que existe no homem. A própria produção do hormônio masculino pode, em menor quantidade, ser transformado em feminino. Então o bloqueador hormonal é uma das terapias mais utilizadas em câncer de mama de homem", explica Laura Testa.

Todo o tratamento dado ao homem com câncer de mama é semelhante ao que é oferecido à mulher. "A diferença é que o impacto emocional da cirurgia de um homem é diferente daquele sofrido pela mulher ao perder a mama", frisa a oncologista.
O apoio da família

Desde a descoberta da doença, Lima recebeu apoio da esposa e dos filhos.

Para ele, o auxílio da família e dos amigos foi fundamental. "Não tenho dúvida de que eles me ajudaram muito", conta. No início, a companheira dele ficou extremamente abalada com a descoberta da doença do marido. "Mas hoje já superamos essa dificuldade. Antes, ela pensava que era um diagnóstico de morte", lembra o professor.

Ao filho mais velho, ele contou sobre a doença. "Ele entendeu bem e tem muita preocupação comigo", revela. Para o mais novo, disse que estava com um 'bichinho' no peito. "Os dois me acompanharam em muitas sessões de quimioterapia, e isso foi muito importante pra mim."

'Os dois me acompanharam em muitas sessões de quimioterapia, e isso foi muito importante pra mim', diz Lima sobre os filhos Foto: Emanoele Daiane/BBC News Brasil / BBC News Brasil
Além do tratamento em um hospital particular de Cuiabá, Lima viajava com frequência para São Paulo, para consultas com especialistas em câncer de mama. Na capital paulista, conheceu outros homens que também enfrentam a doença.

"Em São Paulo, conheci vários casos de homens que enfrentam a mesma doença, porque é uma cidade que é referência no tratamento", explica.

Entre os colegas que conheceu, alguns estavam bem, mas havia outros que descobriram a doença tardiamente. "Um deles estava em estado terminal. Conheci também outro que morreu em pouco tempo."

Segundo Mário Sérgio Amaral, os homens costumam descobrir o câncer de mama quando está em fase avançado, pois demoram a desconfiar da doença. "Não existe uma indicação de mamografia preventiva, como no caso das mulheres. Eles fazem o exame somente quando notam uma alteração, mas, quando está nessa fase, é porque o câncer atingiu um tamanho maior e teve tempo para se desenvolver", diz.
Metástase

Enquanto concluía as sessões de quimioterapia, em dezembro de 2016, Lima passou por exames que detectaram manchas nos pulmões. Após avaliações, os médicos descobriram que se tratava de metástase do câncer de mama, ou seja, a doença havia se espalhado para os pulmões dele.

"Foi difícil receber essa notícia, mas novamente contei com o apoio da minha família e dos meus amigos."

No início de 2017, ao encerrar o tratamento da doença na mama, ele começou a quimioterapia contra o câncer nos pulmões, diagnosticado em estágio inicial. Por ser metástase, casos considerados mais difíceis de eliminar de vez a doença, o professor deverá fazer quimioterapia por toda a vida. "A partir de então, todos os meses faço uma sessão", diz ele.

O professor também faz acompanhamento constante para descobrir se a doença não avançou para outros órgãos. "Tenho consciência de que terei de fazer acompanhamento e tratamento por toda a vida, então creio que nunca poderei me considerar uma pessoa completamente curada."
A cicatriz no peito

Lima carrega uma cicatriz no peito esquerdo, em razão da cirurgia para a retirada da mama. A marca não é um problema para ele. "É sinal de que venci, em partes, a doença", comenta. Ele relata que não vê empecilhos em sair sem camisa. "Se me perguntam sobre a cicatriz, conto sobre a doença e digo como venci essa batalha."

Frequentador da Igreja Batista, o professor acredita que a fé foi fundamental para ter sucesso no tratamento contra o câncer. "Independente da religião, quando a pessoa tem fé, as coisas melhoram, e ela tem muito mais chances de conseguir o que deseja", diz.

Há dois meses, ele deixou as aulas, por recomendação médica. Anteriormente, Lima havia se ausentado do trabalho apenas na fase final da quimioterapia contra o câncer de mama. "Em agosto, os médicos me aconselharam a me afastar do trabalho por conta do estresse que o serviço causa", diz. 


Em dois anos, Lima planeja se aposentar por tempo de serviço. Mesmo distante das salas de aula, o professor mantém contato com muitos daqueles que foram seus alunos.

"Eles sempre me perguntam como estou. Alguns vêm em casa para me ver. Mantenho uma boa relação com eles", orgulha-se.

Nos últimos meses, o professor tem tentado ajudar pessoas que enfrentam o câncer, por meio de palestras em alguns locais de Mato Grosso, como em unidades da Igreja Batista. Ele também planeja usar seus conhecimentos em administração para ajudar pequenos empreendedores.

"Vou tocar a vida normalmente. Sinto-me curado emocionalmente e espiritualmente. Fisicamente, terei de fazer tratamento por toda a vida, mas acho que o mais difícil já conquistei, que é a cura emocional e espiritual."


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A importância de se prevenir contra o câncer de próstata

Todo dia é dia de cuidar da saúde. Mas o mês de novembro vem se tornando uma ocasião especial para focar na prevenção de algumas doenças. Como está se tornando tradicional nos últimos anos, a campanha Novembro Azul visa chamar a atenção do público masculino com relação ao diagnóstico precoce do câncer de próstata.

SAIBA MAIS

 
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A importância de se prevenir contra o câncer de próstata Foto: ( Pixabay) / Sport Life
Tendo em vista que boa parte dos homens não realiza os exames para detecção de alterações nessa glândula, o câncer acaba se tornando mais difícil de ser descoberto na fase inicial, diminuindo sua chance de cura.

Fazer o exame de toque permanece sendo um tabu entre os homens, e se torna um assunto de ainda maior complexidade quando uma doença crônica como essa é descoberta. O medo e a ansiedade com relação a tal diagnóstico podem, inclusive, influenciar ainda mais o imaginário masculino, trazendo condições sérias, como a depressão.

O temor não é instaurado nesses indivíduos apenas pela possibilidade da morte, mas, sim, pelas limitações físicas que os tratamentos, por vezes, acarretam, como a diminuição da capacidade de ereção, cansaço e até mesmo a retirada dos testículos.

Por esse motivo, a mente precisa estar sã para que o tratamento seja o menos doloroso possível, além de o apoio de familiar e profissional ser essencial no enfrentamento dessa batalha.

( Foto: Wikimédia Commons / Sport Life
"Hoje em dia, o homem está mais receptivo para aceitar tratamentos, exames e falar mais abertamente sobre a sexualidade. Mas ainda não é tarefa fácil para os analistas conseguirem manter a saúde mental do paciente em perfeito estado e entenderem a doença. Isso pode ser atribuído à cultura em que vivemos sobre o papel do homem na sociedade", afirma a psicanalista e coordenadora da Escola de Psicanálise Débora Damasceno.

Durante o tratamento, é importante que o profissional e o paciente discutam sobre questões relativas a virilidade e a masculinidade, para que os pensamentos possam ir além da concepção familiar e social, além de permitir que o indivíduo se redescubra nesse novo contexto.
Mente e corpo contra o câncer de próstata

Em vista dos avanços tecnológicos e novas descobertas aplicadas aos tratamentos, a chance de cura sobre o câncer de próstata tem se tornado cada vez maior. Assim, o que antes era uma 'sentença de morte', hoje pode ser encarado como um duro enfrentamento para a recuperação da saúde, porém passível de grande chance de vitória.

Entretanto, mesmo após a notícia da cura, é imprescindível que o acompanhamento com um especialista continue, pois a pessoa precisa compreender sua realidade atual e até mesmo como conviver com possíveis sequelas do quadro.

"Depois do tratamento vem a vida e suas angústias. É um mecanismo natural da nossa mente construir como medos futuros situações dolorosas do passado. O papel da psicanálise nesse momento é restabelecer a percepção temporal junto ao reconhecimento da própria capacidade de suporte e superação, tanto da doença quanto de condições insatisfatórias da vida cotidiana", conclui Débora Damasceno.


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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

GASPEC NO ENCERRAMENTO DO OUTUBRO ROSA 2018

Praticamente um mês de atividades realizadas pelo GASPEC em nossa cidade e comunidades rurais. 
O "Outubro Rosa" já se tornou uma tradição na cidade de Apodi. Há uma preocupação em orientar e prevenir do câncer de mama. O GASPEC puxou essa discussão e continua alertando às mulheres para se prevenirem, porque a saúde se dá com a prevenção!

Novembro Azul: a importância de se cuidar

CAMPANHA DA FUNDAÇÃO ALERTA A POPULAÇÃO MASCULINA SOBRE CUIDADOS COM A SAÚDE
Novembro Azul é um movimento mundial que acontece durante o mês de novembro para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. A doença é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros – de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), estima-se que serão mais de 68 mil novos casos da doença ainda em 2018. E as maiores vítimas são homens a partir dos 50 anos, além de pessoas com presença da doença em parentes de primeiro grau, como pai, irmão ou filho.

Para alertar sobre a importância de os homens cuidarem da saúde, a Fundação do Câncer desenvolveu uma campanha especial para a data, baseada nos tabus que rondam o comportamento masculino: “Homem não chora. Homem tem que ser forte. Homem não cozinha. Homem não passa roupa. Homem não lava louça. Homem não fica doente. Homem não morre.”

A ideia é tornar os homens mais conscientes e alertar para alguns preconceitos que podem colocar em risco suas vidas. Fique atento. Em breve, divulgaremos a campanha.

Parceria do Bem

A Granado, marca de cosmético mais tradicional do Brasil, se une mais uma vez à Fundação do Câncer para reforçar o movimento e conscientizar o público masculino sobre o cuidado com a saúde. Durante o mês de novembro, na compra de um Kit Essenciais do Atleta, parte do valor será revertido para a Instituição. A compra poderá ser realizada nas lojas físicas e através do e-commerce. Para saber mais, clique aqui.

Fique atento! Em breve, divulgaremos a programação do nosso Novembro Azul.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

‘Dificuldade não vai me impedir de ser alguém no futuro’, diz aluna com câncer que fará Enem em hospital

Estudantes em tratamento participaram nesta quinta-feira (1) da última aula preparatória do Graacc antes da realização do exame no hospital neste domingo (4), em São Paulo.

*Por Marina Pinhoni, G1 SP

Melissa Amorim, de 16 anos, é uma das pacientes que fará a prova do Enem no Graacc — Foto: Marcelo Brandt/G1
Aos 16 anos, Melissa Amorim convive com dúvidas e um certo nervosismo muito comuns para os adolescentes de sua idade. Cursando o segundo ano do Ensino Médio, ela ainda não escolheu a carreira que pretende seguir, mas vai realizar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pela primeira vez neste domingo (4) para treinar.

Ainda estou muito confusa sobre o que eu quero. Mas eu gosto muito de Física, Química e Biologia, então vou fazer algo que tenha a ver com essas áreas. Estou nervosa com a prova, mas vou dar o meu melhor para conseguir uma boa nota”, afirma a jovem.

O local onde realizará o exame, no entanto, diz muito sobre uma dificuldade extra que ela enfrenta: Melissa é um dos 33 pacientes em tratamento contra o câncer no Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e Criança com Câncer) que farão a prova este ano no hospital, que fica na Zona Sul de São Paulo. 


Nesta quinta-feira (1), ela e outros alunos participaram da última aula de preparação com professores da Escola Móvel para esclarecer dúvidas. Embora contem com a estrutura para atender suas necessidades clínicas, os pacientes têm que obedecer as mesmas regras dos demais candidatos e serão acompanhados por fiscais do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira)

Leia também: As lições de quem faz o Enem dentro de um hospital

Melissa tem osteosarcoma, um tipo raro de câncer que atinge os ossos. Desde que iniciou o tratamento em 2014, ela já passou por duas cirurgias: uma no braço e outra para retirar nódulos que se espalharam pelo pulmão. Após receber alta, ela teve a notícia no início de outubro deste ano de que o câncer havia voltado. Mesmo no meio da nova quimioterapia, ela não se deixa abalar.

Foi uma reviravolta na minha vida. Foi um baque, mas a gente se levantou. Mesmo passando por essa dificuldade, não quer dizer que isso vai me impedir de fazer algo no meu futuro, de ser alguém no futuro”, afirma.
Gabriel dos Santos, de 17 anos, quer cursar Engenharia Mecânica — Foto: Marcelo Brandt/G1
Assim como Melissa, Gabriel dos Santos, de 17 anos, também fará a prova pela primeira vez. Mas no caso dele é para valer, já que está no terceiro ano do Ensino Médio. Fã de Matemática, ele pretende concorrer a uma vaga no curso de Engenharia Mecânica.

Como é a primeira vez, eu estou bastante ansioso. Mas qualquer coisa eu faço ano que vem de novo. Como o câncer voltou muito em cima da hora, eu não vou prestar outros vestibulares. Ano que vem pretendo fazer também Fuvest e outras provas”, diz.

Gabriel tem aulas com os professores da Escola Móvel desde 2015, quando começou o tratamento contra o linfoma, tipo de câncer que atinge o sistema linfático. Ele também chegou a ter alta e foi para a escola regular. Mas desde que o câncer reincidiu, há quatro meses, voltou a estudar no hospital.

Quando está muito enjoado é difícil. Mas os professores entendem, eles esperam, voltam numa melhor hora para terminar a aula tranquilamente. Isso ajuda bastante, passa o tempo, distrai”, diz o jovem.
Darley Silva, de 19 anos, participa de aula preparatória do Enem no Graacc ao lado de outros pacientes — Foto: Marcelo Brandt/G1
Já o “veterano” Darley de Araújo Silva, de 19 anos, tenta usar sua experiência para ajudar e aconselhar os colegas que vão prestar a prova pela primeira vez. Esta é a sua terceira tentativa no Enem, sendo que a última também foi feita o ano passado no hospital.

A descoberta da doença não foi muito um choque porque eu não assimilei o que estava rolando. Só quando eu já tinha feito umas seis ou sete sessões de quimioterapia que eu fui sacar. Aí já não estava conseguindo estudar, não estava conseguindo conciliar as coisas, como se não tivesse uma outra vida. Mas você tem uma vida lá fora enquanto você está se tratando e você vai ter uma vida depois. Então fiquem tranquilos, porque vai dar certo. É algo que eu tento passar para todo mundo que está fazendo agora”, diz.

Após lutar contra a doença desde 2016, ele terminou o tratamento em abril deste ano. Ele pretende cursar Letras, e também vai fazer o vestibular da Fuvest para tentar vaga na Universidade de São Paulo (USP).

Também na terceira tentativa na prova, Bárbara Nicoletti, de 19 anos, não tem dúvidas da carreira que quer seguir: Enfermagem. “Quando ela pequena já queria fazer medicina, mas como fiquei vários anos fazendo tratamento no hospital, comecei a ver que as enfermeiras eram quem colocavam a mão na massa, que cuidavam das pessoas. Eu gosto de cuidar. SDer enfermeira é um sonho muito grande”, afirma.

Pacientes em tratamento contra o câncer no Graacc participam de aula preparatória para o Enem — Foto: Marcelo Brandt/G1

Projeto Escola Móvel

O Escola Móvel existe desde 2000 no Graac e oferece atendimento individual para os pacientes em tratamento, seguindo o cronograma da escola onde ele está regularmente matriculado. O projeto é reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).

Desde que o projeto foi criado já passaram por nós cerca de 5.300 alunos. Todo o paciente que tem a partir de 5 anos a gente faz o atendimento escolar. Temos professores de todas as áreas do conhecimento, e eles atendem tanto os internados quanto os do ambulatório. Quem vai dizer pra gente se se sente bem para fazer a aula é o próprio paciente”, afirma a orientadora educacional Géssica Rozante.

Já as provas do Enem são realizadas no hospital desde 2005, quando o exame foi solicitado para uma aluna que passou por transplante de medula óssea. Neste ano, serão 33 pacientes atendidos.

A gente viu essa adesão dos adolescentes de fazer a prova durante o tratamento aumentar muito ao longo dos últimos anos”, diz Géssica.

Professor da Escola Móvel dá aula de Matemática para paciente do Graacc — Foto: Marcelo Brandt/G1

terça-feira, 30 de outubro de 2018

GASPEC: ATIVIDADES DO OUTUBRO ROSA 2018

29/10/2018 - SEGUNDA-FEIRA  
08 às 11 h - Distribuição das folhas de encaminhamento médico para o mastologista (Somente para quem tem exames para apresentar).
16 às 17h30min - distribuição das folhas de encaminhamento médico, para as demais pessoas.  
Apresentar documentos: RG e Cartão do SUS.

30/10/2018 - TERÇA-FEIRA  
19h30min - Missa em ação de graças Local: Sede do GASPEC  

31/10 QUARTA-FEIRA  
08 às 13 h 14 à 16h30min - Atendimento médico Mastologista com o Dr Thiago Rêgo Local: CLINIVIDA  
17 h - Palestra   
Tema: Chekup un oncológico  
Dr. Thiago Rêgo  

Local: Auditório da CDL
 
O GASPEC convida a todos os Pacientes Oncológicos, Agentes de Saúde e população em geral!

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Doação de sangue: requisitos, quem pode doar e suas vantagens

Por que doar sangue?
A doação de sangue é um ato altruísta e totalmente voluntário, que pode salvar vidas. Dependem desse ato solidário pessoas que se submetem a tratamentos planejados e intervenções médicas urgentes de grande porte e complexidade, como transfusões, transplantes e intervenções oncológicas. O sangue é imprescindível também para que pacientes com doenças crônicas graves - como Doença Falciforme e Talassemia - possam viver por mais tempo e com mais qualidade, além de ser de vital importância para tratar feridos em situações de emergência ou calamidades.

A importância da doação de sangue
Como o sangue é insubstituível e sem ele não é possível viver, o Ministério da Saúde reforça a importância de os brasileiros adotarem a cultura solidária da doação regular e espontânea de sangue. O objetivo é manter os estoques sempre abastecidos e não apenas em datas específicas ou quando algum conhecido precisar. Uma única doação pode salvar a vida de até quatro pessoas e beneficiar qualquer paciente, independentemente de parentesco entre o doador e quem receberá a doação.

Agora que você entende a importância deste ato de solidariedade, saiba tudo sobre doação de sangue
 

Como doar sangue?
Procure as unidades de colega de sangue, como os Hemocentros, para checar se você atende aos requisitos necessários para a doação. Existem impedimentos temporários e também impedimentos definitivos. No mais, basta estar embuído pelo desejo de ajudar o próximo.
Intervalo entre doações
Homens: de 2 em 2 meses, sendo, no máximo, 4 vezes ao ano
Mulheres: 3 em 3 meses, sendo, no máximo, 3 doações anuais.

Quantidade de sangue doado
Uma pessoa adulta tem, em média, 5 litros de sangue. Em cada doação, o máximo de sangue retirado é de 450 ml.

Cuidados pós-doação de sangue
Evite esforços físicos exagerados por pelo menos 12 horas;
Aumente a ingestão de líquidos;
Não fume por cerca de 2 horas;
Evite bebidas alcóolicas por 12 horas;
Mantenha o curativo no local da punção por, pelo menos, quatro horas;
Não dirija veículos de grande porte, não trabalhe em andaimes e não pratique paraquedismo ou mergulho;
Faça um pequeno lanche e hidrate-se. É importante que o doador continue se sentindo bem durante o dia em que efetuou a doação;

*INCA.

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

OUTUBRO ROSA: GASPEC NO DISTRITO DO CÓRREGO

Mais uma ação do Gaspec Apodi, no Outubro Rosa, falamos sobre Câncer de Mama, na UBS do Distrito do Córrego.
Participaram do evento Francisca Ideusa Gurgel, Hyslaide Souza, Gorete Lopes e Dilena Dantas Bezerra Dantas. Um bom público acompanhou atentamente todas as informações.

SAÚDE: Estudo liga 12% das mortes por câncer de mama à falta de atividade

Levantamento com apoio do governo brasileiro concluiu que 2.075 óbitos poderiam ter sido evitados, apenas em 2015 
SÃO PAULO - "Eu não praticava exercícios. Eu fazia de vez em quando alguma coisa, uma caminhada, mas nada regular. E o meu médico, depois que eu tive o diagnóstico do câncer, falou do quão importante é o exercício físico", diz a professora de Artes Plásticas, Cristiane Daud, de 55 anos, atualmente curada de um tumor de mama. "Hoje faço bastante academia, natação e musculação, até de fim de semana."

O Ministério da Saúde apresenta nesta sexta-feira, 19, um estudo inédito no País que indica que uma em cada dez mortes de mulheres por câncer de mama poderia ser evitada pela prática regular de atividade física (150 minutos por semana). A pesquisa ainda liga outros hábitos à ampliação do risco, como o uso abusivo de álcool e dietas com excesso de açúcar.

Os dados foram divulgados no artigo científico Mortality and years of life lost due to breast cancer attributable to physical inactivity in the Brazilian female population (1990-2015), publicado online pela revista Nature. O levantamento de informações teve apoio do governo brasileiro e concluiu que 2.075 mortes poderiam ter sido evitadas, apenas no ano de 2015, se as pacientes realizassem ao menos uma caminhada de 30 minutos por dia, cinco vezes por semana.

Conforme o estudo, com apoio do Instituto de Métricas de Washington (EUA) e recursos da Fundação Bill & Melinda Gates, a atividade física diminui o estradiol e aumenta a globulina de ligação. Nesse processo, há redução de situações inflamatórias. "Atividade consome hormônios que sobrecarregam as glândulas mamárias", explica Fatima Marinho, diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Ela é uma das autoras, ao lado de Diego Augusto Santos Silva, Mark Stephen Tremblay, Maximiliano Ribeiro Guerra, Meghan Mooney, Mohsen Naghavi e Deborah Carvalho Malta.

Duas em cada três

O problema é maior nas principais capitais e afeta duas em cada três mulheres. Ali, 13,9% delas admitem ser totalmente sedentárias, segundo a pesquisa governamental Vigitel 2017. E 51,3% praticam atividade física insuficiente - ou seja, não alcançam os 150 minutos semanais de atividades de intensidade moderada ou 75 minutos semanais de atividades de intensidade vigorosa. "Trata-se de uma questão evolutiva. Nos primórdios, correr, andar, era questão de sobrevivência. Hoje, para onde se vai, se senta. É um risco que fica bem claro", diz a pesquisadora.

Para Edison Mantovani, coordenador do Departamento de Mastologia do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), é importante observar que os casos de câncer entre mulheres estão mais ligados à faixa etária pós-menopausa (entre 50 e 60 anos). É quando o desenvolvimento dos tumores deixa de estar ligado aos ovários e passa a ter relação com o tecido gorduroso. Nesse momento, devem ser incentivados os exercícios físicos. "E não é apenas caminhar. É atividade que queime gordura, que resulte em redução de peso."

Estados brasileiros com melhores indicadores socioeconômicos apresentaram as maiores taxas de óbitos de câncer de mama atribuível à inatividade física - pela ordem, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. "Apesar de não aparecerem na lista, o Norte e Nordeste também estão passando por uma transição de mortalidade, ou seja, aumentando o número de óbitos por doenças crônicas", afirma a diretora do Ministério da Saúde. "Na Amazônia, por exemplo, observamos que as pessoas estão deixando de comer açaí e mandioca no café da manhã, trocando por pão branco. Produtos industrializados estão tomando o lugar do peixe", exemplifica Fátima.

O trabalho ainda indica que outros 6,5% de mortes poderiam ser evitados com controle de peso, dieta reduzida em açúcares e controle do consumo de álcool. Ainda faltaria, como aponta Mantovani, investigar melhor as correlações entre os demais fatores de risco. O estudo ainda não leva em consideração os diferentes tipos de tumor e as possibilidades de tratamento. "O mais importante, para redução da mortalidade, continua a ser o diagnóstico precoce." E faltaria considerar elementos do dia a dia (químicas e radiação, por exemplo) e história genética do paciente.
Metas

O Ministério da Saúde afirma que já adotou metas internacionais contra o sedentarismo, incluindo deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta e ampliar em no mínimo 17,8% o porcentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até o mesmo ano.

Também destacou que desde 2011 envia recursos para municípios instalarem academias públicas, o que teria resultado na criação de 3,8 mil polos habilitados. "E estamos incentivando nos polos de promoção da saúde dos municípios que o exercício físico integre as consultas regulares. Às vezes, as pessoas precisariam ir aos consultórios só para se exercitar", diz a diretora.
Exercícios também ajudam na adesão ao tratamento

A prática regular de atividades físicas contribui não só na prevenção como na adesão ao tratamento de pacientes diagnosticados com câncer de mama. Submetidas a terapias agressivas, mulheres com tumores podem ter uma série de efeitos colaterais. "A atividade física ajuda na fadiga oncológica, no controle da dor, nos transtornos de humor e distúrbios de sono", explica Christina May Moran de Brito, chefe do serviço de reabilitação do Instituto do Câncer de São Paulo. Há ainda ganhos psicossociais. "É um ciclo virtuoso: quem faz exercício tende a se alimentar melhor, dormir melhor e se expor menos a hábitos nocivos."

"Essa é a parte do tratamento que está nas mãos do paciente", diz Heloísa Veasey Rodrigues, oncologista do Hospital Albert Einstein. Para ela, é compreensível que os piores indicadores da associação entre sedentarismo e câncer de mama estejam nos Estados mais ricos. "Nosso estilo de vida moderno não favorece a prática de atividade física de maneira regular", diz. "Mas há medidas que podem ajudar, como descer no ponto de ônibus antes do que o de costume, subir escadas se você trabalha em prédio", exemplifica.

Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), Antônio Frasson destaca os benefícios da prática esportiva, mas alerta para o acesso a exames. Estudo da SBM com a Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia mostrou que a cobertura mamográfica no País em 2017 foi de 24,1%, abaixo dos 70% recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). "As pessoas têm dificuldades, as filas são longas", diz. COLABOROU LARISSA ZAPATA.

*www.terra.com.br

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

CIÊNCIA: Tratamento contra o câncer de mama tem potencial promissor

Companhias farmacêuticas estão trabalhando obsessivamente para expandir suas aplicações com versões mais recentes e coquetéis de tratamento
Por Naomi Kresge e Tim Loh, da Bloomberg 

As empresas farmacêuticas estão aperfeiçoando a escolha dos pacientes com câncer que se beneficiarão com as novas imunoterapias — e descobrindo muito mais deles do que os céticos pensavam.

Pela primeira vez, um ensaio clínico mostrou que um tratamento com um dos medicamentos da nova geração desenvolvido para colocar o sistema imunológico do próprio corpo contra os tumores pode ajudar algumas mulheres com o tipo mais agressivo de câncer de mama a viver mais. O estudo foi revelado pela Roche Holding na maior conferência sobre o câncer da Europa.

Esses medicamentos, liderados pelo campeão de vendas Keytruda, da Merck & Co., são comercializados para mais de uma dúzia de tipos diferentes de câncer, e as companhias farmacêuticas estão trabalhando obsessivamente para expandir suas aplicações com versões mais recentes e coquetéis de tratamento. Existem cerca de 1.300 tratamentos baseados no sistema imunológico em estudos em seres humanos, segundo o Instituto de Pesquisa do Câncer (CRI, na sigla em inglês), financiados em grande parte por fabricantes de medicamentos em busca de uma fatia de um mercado que deverá superar US$ 100 bilhões por ano até 2024.

“Esta é apenas a ponta do iceberg”, disse Axel Hoos, chefe de pesquisa e desenvolvimento em oncologia da gigante farmacêutica britânica GlaxoSmithKline, que tenta voltar ao ramo da oncologia após vender seus produtos à Novartis, em 2015. “Há certo oba-oba, mas há muita substância.”
Tumores frios

Na reunião da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO, na sigla em inglês), no fim de semana, a Roche divulgou os resultados de um estudo que mostrou que um grupo de pacientes cujos tumores de mama deram positivo para uma proteína chamada PD-L1 viveu em média 25 meses depois de receber uma imunoterapia chamada Tecentriq — cerca de 10 meses a mais do que pacientes que receberam apenas quimioterapia.

As imunoterapias entraram na cena há cerca de oito anos, quando o Yervoy, da Bristol-Myers Squibb, se tornou o primeiro medicamento do gênero a prolongar a vida de pessoas com melanoma, um câncer de pele letal. Pouco depois, houve êxitos contra cânceres de rim e pulmão.

Quando as imunoterapias funcionam, o efeito pode durar anos, uma das razões pelas quais esses tratamentos são considerados revolucionários. Mas na maioria dos pacientes não acontece nada útil — mesmo em tumores de pele e pulmão, nos quais foram observados alguns dos efeitos mais significativos.


*https://exame.abril.com.br/ciencia

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Hospital oferece mamografias gratuitas em outubro

O Hospital Fundação do Câncer, localizado no Méier, irá oferecer 50 mamografias gratuitas durante o mês de outubro. A iniciativa tem o intuito de reforçar a conscientização do público feminino sobre a realização do exame de mamografia anual. Serão atendidas mulheres a partir de 40 anos de idade, que não possuem plano de saúde e que estejam sem realizar mamografia há mais de um ano. A ação faz parte da campanha “Outubro +que Rosa”, desenvolvida pela instituição beneficente para despertar a cultura da empatia e conscientizar o público sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. As inscrições serão limitadas ao número de vagas e deverão ser feitas exclusivamente pela internet (clique aqui).

Até o fim de 2018, o Brasil terá cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama feminino diagnosticados, sendo 8.050 deles só no estado do Rio de Janeiro, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Luiz Augusto Maltoni Jr., Diretor Executivo da Fundação do Câncer, defende que o diagnóstico precoce pode salvar muitas vidas.

— O câncer de mama é o mais comum entre mulheres brasileiras e o segundo mais frequente na população mundial. Se o público feminino estiver atento aos exames de rotina, aumentam as chances de diagnóstico precoce e, consequentemente, de tratamento eficaz — explica Maltoni.

Além das mamografias, o “Outubro +que Rosa” inclui um evento gratuito e aberto ao público com palestras e atividades relacionadas ao câncer de mama, no Hospital da Fundação do Câncer, no dia 18 de outubro. A campanha contempla, ainda, parcerias com lojistas do Shopping Tijuca e do Shopping Metropolitano, a rede Meia de Seda, Qualióticas, Kimera e o Grupo HCT (Plataforma de cursos EAD para profissionais da área de Engenharia e Arquitetura), que terão produtos com um percentual de suas vendas revertidos em doações para a instituição.

*Fonte: Extra online

Primeiro vestibular 2019.1 da Faculdade Diocesana acontece neste sábado

Neste sábado, 20 de outubro, a Faculdade Diocesana de Mossoró (FDM) realiza o primeiro vestibular para ingresso de alunos no semestre 2019.1, com bolsas de até 100% para os primeiros colocados.
As provas acontecem a partir das 14h na própria instituição de ensino superior, e as inscrições, gratuitas, podem ser feitas no site fdm.edu.br, ou ainda de forma presencial na secretaria.
As ofertas de vagas são para oito cursos de graduação: Psicologia, Direito, Fisioterapia, Ciências Contábeis, Gastronomia, Administração e Teologia, além de Nutrição, que é a novidade para este processo seletivo voltado ao primeiro semestre do próximo ano.
Mais informações: (84) 33164678.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

GASPEC NO OUTUBRO ROSA 2018!!!

Desde o ano de 201l, que o GASPEC vem prestando importante serviço à comunidade apodiense, principalmente no quesito "conscientização". 
Hoje, 17 de outubro de 2018 mais uma vez os integrantes da entidade saíram às ruas da cidade, dizendo, que prevenir é importante. E a Campanha do Outubro Rosa, o GASPEC sempre mostra que a mulher pode se prevenir do câncer de mama.

domingo, 14 de outubro de 2018

NOTA DE PESAR

O GASPEC lamenta profundamente o falecimento do Sr Francisco Sales Pinto (Chiquinho de Geraldo)! Pessoa muito querida e conhecida na cidade de Apodi que vai deixar saudades.
A Família GASPEC se sente consternada com a sua partida e pede a Deus, para que o receba de braços abertos e dê o conforto a todos os familiares que sofrem com a dor da perda. 
Seu Chiquinho, descanse em paz!

GASPEC DE APODI

FAMÍLIA GASPEC SEGUE OS CAMINHOS DO BEM!!!