quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O GASPEC HOJE PABENIZA A AMIGA ECILVIA TORRES

Todos do GASPEC, hoje parabenizam a amiga Ecilvia Torres!

Ecilvia: Feliz aniversário! Que Deus em sua infinita bondade lhe dê tudo de bom. Que você tenha muita alegria, paz, saúde e felicidade. Parabéns!

Dados Mensais da Casa Durval Paiva - Dezembro de 2014


1.186Crianças atendidas desde a fundação
939Crianças e adolescentes (cadastrados)
461Crianças e adolescentes (em tratamento)
244Cestas básicas distribuídas no mês
2.956Refeições fornecidas no mês
05Casos Novos (Câncer)
01Casos Novos (Hematologicos)
00Investigação
71Casas construídas
114Casas reformadas
105Funcionários
133Municípios atendidos no RN
09Municípios atendidos na PB
02Municípios atendidos no CE
01Município atendido no PI
28.833Doadores cadastrados
18.327Doadores mensalistas
R$ 70,00Diária média por criança
R$ 250.000,00Despesa (média mensal)

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O GASPEC HOJE PARABENIZA O ENFERMEIRO GILBERTO SOUZA!!!

Que neste dia tão especial
o Senhor esteja na tua frente
para te mostrar o caminho certo...

Que o Senhor esteja ao teu lado,
para te abraçar e proteger...

Que o Senhor esteja atrás de ti,
para te salvar de pessoas falsas...

Que o Senhor esteja debaixo de ti,
para te amparar quando caíres
e que te tire das armadilhas...

Que o Senhor esteja dentro de ti,
para te consolar quando estiveres triste...

Que o Senhor esteja ao redor de ti,
para te defender quando outros te atacarem...

Que o Senhor esteja sobre ti
abençoando-te sempre...

Que seus caminhos permaneçam sempre
iluminados, para que você possa
continuar a iluminar também
aqueles que têm a oportunidade de
trilhar com você, um trechinho desta
longa jornada!

Muita saúde, paz, felicidade e alegria...
Tudo de melhor para você...
neste dia tão especial, amigo do GASPEC!

domingo, 25 de janeiro de 2015

EM LUTA CONTRA O CÂNCER RARO, MENINA REALIZA SONHO EM FESTA DE 15 ANOS. CONFIRA


“É a realização de um sonho, de vida...” 

Ana Amaral Sarah Regina teve a companhia do Mister Universo Bruno Mooneyhan durante o passeio

De limousine e com os olhos brilhando de felicidade, Sarah - “princesa” em grego - segue para a festa de quinze anos (completos em 15 de novembro), no Clube Atlântico. A discotecagem no carro de luxo conta com jogo de luzes coloridas que dançam sobre a moça e seus principais convidados: a mãe, Cleide Regina, a amiga de infância Maria Antônia, e (nada menos que) o homem considerado o mais bonito do mundo, o Mister Universo Bruno Mooneyhan, príncipe da festa. O serviço de bordo foi feito especialmente para ela, com achocolatado, batata frita, açaí e outras guloseimas. Ricardo Sérgio é empresário e o próprio chofer da limousine. Todo ano passeia com uma equipe de meninas debudantes do Grupo de Apoio a Crianças com Câncer (Gaac). Na última sexta-feira foi diferente.  

O evento é realizado no meio do ano, mas Sarah Regina não participou. O diagnóstico de câncer foi em julho e ela chegou à Casa em agosto, quando a festa já havia sido realizada. Aí a menina descobriu que poderia ter realizado um grande desejo se tivesse chegado pouco antes: conhecer uma limousine. “Sempre tive curiosidade”, diz ela. Uma opção seria aguardar a próxima comemoração, já que ainda teria 15 anos em julho de 2015. Mas para quem tem câncer, tudo é urgente.

“Meu Deus, eu preciso fazer essa menina feliz”. A vontade natural de todas as mães é súplica na voz de Cleide, quando olha para os sonhos da filha que há seis meses luta contra um tipo de câncer raro, PNET paravertebral sistêmico. A doença atingiu coluna, na região lombar, crânio, pulmões e fígado.

Quando adoeceu, a moça morava com o pai, a madrasta e o irmão, Alexandre, de 17 anos, em Mato Grosso do Sul, após ter passado temporada de dois anos em Belém com eles.

Ela se queixava de dores na lombar há um ano. Foi ao médico algumas vezes, tomava analgésicos e o problema persistia. “Os médicos não passavam exames de alta complexidade. Faziam raio-x e mas não mostrava o tumor maligno. Quando resolveram investigar mais o caso dela já era tarde”, lamenta a mãe, que também já teve câncer em uma das mamas e fez mastectomia preventiva, retirou os dois seios.

Nos últimos meses a vida das duas mudou muito. Sarah conseguiu concluir o 9° ano na Escola Municipal Santos Reis, bastante elogiada. “Dentro do Hospital Varela Santiago existe a pedagogia para que ela acompanhe a grade curricular. A escola é de referência. Eles pediram que ela se auto avaliasse. Isso não é fácil. Ela foi bastante criteriosa e conseguiu concluir. Eu passei por isso só no Ensino Superior”, conta.

Além de estudiosa, a adolescente gosta de desenhar e cantar hinos evangélicos e músicas pop, como a de Lucas Lucco e do sertanejo Luan Santana. “Gosto de muita coisa, mas adoro eles. E ainda vou conhecer Caio Castro”, confabula, sorrindo para Maria Antônia, a amiga que fez na escola quando criança.

“A farda era um short e só nós duas fomos de saia nesse dia. Isso aproximou a gente e ficamos amigas a partir daí”, Maria lembra, ensinando que a diferença pode juntar e separar as pessoas ao mesmo tempo.

Agora isso acontece todos os dias com Sarah. A queda dos cabelos, por causa do tratamento quimioterápico, chama atenção. “Geralmente ela não usa peruca nem lenço. Eu explico que as pessoas ficam olhando, não por serem grosseiras, mas porque não foram orientadas para lidar com isso. Eles não fazem por mal, mas é um olhar que machuca. Sarah aceita e gosta de andar assim. Ela é bem original”, orgulha-se a mãe, que é psicóloga. 



Para a festa, colocou uma tiara delicada de flores brancas iluminando o rosto moreno claro. O longo tomara que caia, as unhas e o batom combinavam com com bolo e docinhos. O sonho é cor de rosa.

Compaixão e solidariedade


“A finitude é para todos. Nós temos uma senha, mas não sabemos quando vamos ser chamados. O diagnóstico de câncer não é sentença de morte. Quantos já morreram por quaisquer motivos depois que Sarah descobriu o câncer?”. A reflexão de Cleide Regina acalenta. É palavra de mãe. Mas ela avisa que muitos podem ajudar centenas de crianças e adolescentes que passam por problemas como o de sua filha de 15 anos.

Ana Amaral Além do passeio na limousine, teve bolo, docinhos e dança

“Ninguém é tão pobre que não tenha nada pra dar. Mais importante que falar da festa, é sensibilizar as pessoas a doarem sangue, por exemplo. Não custa nada doar sangue. O que nós vamos fazer com tanto sangue?”, pergunta, quase brincando.

Cleide conta que depois de duas semanas de internação, já não consegue distinguir os dias da semana, exceto os domingos. É quando voluntários se juntam para visitar as crianças. “Rapazes e moças super bonitos que nem são palhaços, mas colocam aquele nariz vermelho e fazem umas mágicas que a gente vê tudo por trás, mas as crianças adoram, se divertem muito”.


Para ver o espetáculo “atrapalhado”, Cleide abre as cortinas, não de um palco, mas do isolamento em que Sarah precisa ficar quando a imunidade cai muito. Com a doença em vários órgãos, o tratamento precisa ser forte. Elas também. E pra isso conta com o carinho de muitas pessoas.

Quando Sarah fala do padrinho, parece alguém que a viu crescer. Mas não. É Ricardo Sérgio, o proprietário do carro citado no começo da reportagem. Foi ele quem preparou a festa. No começo era um passeio, mas resolveu completar a surpresa, alegria que ajuda no tratamento da menina.

A defesa imunológica de Sarah aumentou quando soube da comemoração. E Cleide conta que nesta semana, ela pediu para ir à praia sentir a areia nos pés e à igreja, onde foi surpreendida com a cantora carioca Danielle Cristina, cantando o seu hino preferido, “Fidelidade”.

Fonte: Tribuna do Norte.

Via Blog do Robson Freitas.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

FOTOS: Book Lovers no Natal Shopping



As crianças e adolescentes da Casa Durval Paiva estiveram mergulhando no mundo dos livros na Book Lovers do Natal Shopping. Agradecemos ao Shopping e a Book Lovers pela recepção e presentes.

*Fonte: http://www.casadurvalpaiva.org.br

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Recursos para Classe Hospitalar

O Banco do Nordeste aprovou o Projeto Classe Hospitalar da Casa Durval Paiva e irá financiar a reestruturação do espaço e acervo da Classe na Policlínica da Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, visando à promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente. Saiba mais!

BANCO DO NORDESTE PARA SELEÇÃO DE FUNDOS DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE PARA APOIO A PROJETOS SOCIAIS 2014

Seleção de Fundos Municipais ou Estaduais dos Direitos da Criança e do Adolescente com vistas ao apoio a projetos que visem à promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente.

Desta forma a Classe Hospitalar, uma parceria da Casa Durval Paiva e a Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, justifica-se por garantir o direito à educação independente à condição de saúde, além de minimizar as perdas educacionais enquanto as crianças/adolescentes estão em tratamento.

O público alvo deste projeto são todas as crianças cadastradas na instituição, e que encontram-se em tratamento oncológico na LIGA, com idade de 0 a 18 anos atingindo um público estimado de 40 alunos/pacientes que participam de uma rotina preestabelecida de acordo com a sua faixa etária e o ano que está cursando

Contribuem ainda para o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social, trabalhando dentro da realidade de cada aluno/paciente, com vistas a novas sociabilidades, ou seja, trazendo a realidade para dentro do hospital, na perspectiva de promover elementos que potencializem o acesso a informações sobre direitos e a sua participação cidadã, estimulando o desenvolvimento do protagonismo social e o reconhecimento de valores e identidades.

OBJETIVOS (geral e específicos)

Reestruturar o espaço e o acervo onde funciona a Classe Hospitalar

E seus objetivos específicos, são:

• Otimizar o espaço para melhorar o aproveitamento das ações e atividades desenvolvidas com as crianças/adolescentes no espaço;
• Aumentar o número de alunos/pacientes atendidas na Classe Hospitalar;
• Ofertar novas atividades complementares a partir do novo espaço reestruturado.


Da Casa Durval Paiva.

Ministério cria incentivo para ampliar transplantes de medula óssea

Até 2016, os pacientes que precisam de um transplante de medula óssea poderão contar com um número maior de leitos para a realização do procedimento. A expectativa do Ministério da Saúde é triplicar os existentes, passando de 88 para 250. A partir de incentivo financeiro, o objetivo é ampliar a capacidade de realização de transplante de medula óssea não aparentado (alogênico) no país. A pasta vai investir R$ 240 mil para abertura de cada novo leito ou ampliação dos já existentes, destinados a transplantes entre doadores e receptores sem ligação familiar. O recurso garante ainda a criação e a melhoria da qualificação da equipe de atendimento, a aquisição de equipamentos e materiais, além de permitir a reforma e/ou construção dos Centros de Transplantes, que hoje somam 27 unidades. Em 2003, eram apenas quatro serviços.

Para receber os recursos, os hospitais precisam apresentar um projeto ao Ministério da Saúde, se comprometer a habilitar cinco leitos e a realizar, no mínimo, dez transplantes de medula óssea não aparentado por ano, considerado o mais complexo. O transplante de medula óssea é um procedimento de alta complexidade. O paciente transplantado praticamente zera toda a sua capacidade de resposta imunológica, e, por isso, requer infraestrutura hospitalar que atenda requisitos de segurança, como isolamento, e uma equipe multidisciplinar qualificada para garantir o sucesso do procedimento.

De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o Brasil ampliou o número de potenciais doadores de medula óssea nos últimos anos. Em 2003, eram 300 mil. Hoje, são mais de 3,5 milhões de pessoas inscritas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). “Agora, um dos desafios a ser superado na área é garantir, aos pacientes que encontraram um doador compatível, acesso a leitos para se submeterem ao transplante. Por isso, estamos investindo na ampliação do serviço, estimulando, com recursos financeiros, hospitais públicos e filantrópicos a integrarem a rede de instituições credenciadas para realização deste tipo de procedimento. Esperamos passar de 88 leitos para 250 nos próximos dois anos”, ressaltou o ministro.

Outra novidade na área é a possibilidade de expansão da rede de atendimento. Antes restrito a hospitais de ensino, agora, a criação de novos centros também poderá ser solicitada por hospitais de gestão municipal, estadual e por entidades filantrópicas. Após aprovação e envio do recurso, o gestor local (Secretarias de Saúde Estadual e Municipal) terá 18 meses para executá-lo. Todas essas medidas estão detalhadas na Portaria 2.758, de 11 de dezembro de 2014.

Referência mundial no campo dos transplantes, o Brasil realiza 95% dos procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se do maior sistema público de transplantes do mundo. Em 2013, foram realizados 23.457 transplantes pelo SUS, sendo 2.113 de medula óssea, dos quais 1.059 foram autólogos e 672 alogênicos, sendo que 270 foram não aparentados. As leucemias agudas são as principais causas de transplantes no Brasil e no mundo.

REDOME – Nos últimos dez anos, o Brasil se esforçou para construir o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que é hoje o terceiro maior do mundo, com mais 3,5 milhões de registros. O banco reúne as informações genéticas e dados cadastrais dos doadores voluntários de medula óssea. Duas vezes ao dia, um sistema informatizado realiza o cruzamento das informações genéticas dos pacientes que estão necessitando de um transplante de medula com as disponíveis no Redome.

No Brasil, 78 hospitais oferecem transplante de medula do tipo autólogo (quando o paciente é seu próprio doador), e 27 unidades são credenciadas para transplantes alogênicos, entre pessoas que não são parentes. Entre 2003 e 2013, o Ministério da Saúde investiu em pesquisas envolvendo transplantes. Nesse mesmo período, a pasta fomentou 29 pesquisas nessa área, totalizando um investimento de R$ 4,4 milhões.

COMO SER DOADOR - O candidato a doador de medula óssea, com idade entre 18 e 55 anos, deve procurar o hemocentro mais próximo de sua casa, onde será agendada entrevista para esclarecer dúvidas a respeito das doações. Em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue (10 ml) para identificar a tipagem de HLA (características genéticas importantes para a seleção de um doador).

Os dados do doador são inseridos no cadastro do Redome. Se o doador for compatível com algum paciente, outros exames de sangue serão necessários. Uma vez confirmada, o doador será consultado para decidir quanto à doação. O transplante de medula óssea é um procedimento seguro. Os doadores retornam às suas atividades habituais, em geral, dois dias após a doação, e a medula óssea do doador se recompõe em apenas 15 dias.


Fonte: Portal da Saúde.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Ação em Ipatinga ajuda familiares e pacientes com câncer terminal

Psicóloga desenvolve trabalho para preparar a iminência da morte.
Serviço é prestado no Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha.

Geraldo, Persia, Maria do Carmo e Aline Miranda comemorando o aniversário de Maria em 2012 (Foto: Arquivo Pessoal)

Após compartilhar sonhos e planos durante um casamento de 36 anos com a esposa Maria do Carmo Miranda Morais, o motorista de Ipatinga, Geraldo Ferreira de Morais, teve que se adaptar com a ausência da companheira, que faleceu em dezembro de 2013, em decorrência de um câncer de pâncreas.

Para conseguir suportar a falta, marido e filhos buscaram tratamento terapêutico em um grupo de apoio da Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha.

"Não é fácil retomar a vida depois de lutar junto com a esposa a superar a morte", relata Geraldo sobre a fase pós-obito.

 
Acompanhameto é feito na Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga. (Foto: Patrícia Belo / G1)
O motorista comenta que desde o dia em que a esposa foi diagnosticada com o câncer de pâncreas, ele e os filhos dedicaram por completo ao tratamento de Maria Morais, que lutou contra a doença por cinco meses. Para ajudar neste trabalho, o viúvo participou de um tratamento terapêutico denonimado de "Luto Antecipado" que é realizado dentro da Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha.

"Quando minha esposa começou o tratamento na unidade de oncologia em julho de 2013, eu e minha família começamos a participar de sessões com a psicóloga que nos ajudava a tratar e aceitar a doença de uma forma melhor; até mesmo resolver questões relacionadas a nossa família", explicou.

Luto antecipatório
 

Desde 2008, a psicóloga Rita Miranda Coessens Guimarães trabalha no programa "Suporte ao Luto" em Ipatinga. Durante conversa com a reportagem do G1 dos Vales, Rita explicou como é desenvolvido o programa e quais são as etapas necessárias em que o paciente e os familiares devem passar durante o tratamento.
 
Rita Guimarães desenvolve esse trabalho desde 2008 (Foto: Patrícia Belo / G1)
"O primeiro que precisa de cuidados é o paciente. Portanto, tratamos do doente e da família no que se refere ao emocional. É preciso criar um ambiente favorável visando a recuperação e a cura do paciente. Mas, infelizmente, têm os casos que vão a óbito e são nesses casos que existe uma visão diferenciada", diz.

O luto antecipatório acontece quando existe o conhecimento de que uma perda irá ocorrer. A medida que a família entende e assume que um dos membros está doente e em fase terminal, ela consegue buscar recursos internos para enfrentar a perda efetiva deste membro. A psicológa também explica que o doente precisa de um ambiente saudável e colaborativo.

"Entramos a partir dessas histórias que evolui ao óbito, dentro de uma modalidade chamada cuidados paliativos, em que existe a preocupação com o familiar que venha perder um membro com em decorrência do câncer", explicou.

A vida após a perda

 
"Quando os familiares realizam o acompanhamento do luto antecipatório, a perda do familiar se torna mais tranquila", diz a psicóloga. Segundo a profissional, quando o trabalho inicial é desenvolvido de uma forma eficiente, o pós-óbito por muitas vezes não é necessário. "Quando há um trabalho anterior, a família fica mais preparada, resolve todos os conflitos e acaba que quase nem precisa de acompanhamento", acrescentou.

Rita comenta que existem familiares que ficam mais marcados com a perda, necessitando do acompanhamento após a morte. A profissional cita o exemplo de Geraldo e seus filhos que pararam a vida para dedicar ao tratamento de Maria Morais. Após um ano do falecimento, a família ainda realiza o acompanhamento.

"Ainda me sinto bloqueado, devagar. Minha esposa trabalhava comigo, vivemos muito tempo juntos, agora é difícil retomar a vida. Fiz minha última consulta no dia 9 de janeiro deste ano, pela unidade de oncologia. Agora abri espaço, cedi a minha vaga e vou continuar o tratamento particular. Preciso desta ajuda para colocar tudo em ordem e recomeçar a vida", desabafa.

Crianças e adolescentes

 
Outro público que precisa de atenção especial é o de crianças e adolescentes. De acordo com a profissional, esse grupo tem uma resistência maior para aceitar a perda. E quando o familiar vem a falecer, a criança e os jovens desenvolvem problemas patológicos que precisam ser tratados.

"As crianças são inocentes, elas acreditam que Deus vai trazer a cura para o pai, a mãe ou os avós que estão doentes. Elas são acompanhadas desde o inicio pela psicóloga, mas no momento da perda não aceitam com facilidade a morte. Esse público precisa da terapia pós luto. Quando o doente vem a falecer, a criança fica bastante debilitada, perde o apetite, tem problemas na escola, desenvolve a síndrome do pânico. Trabalhamos para amenizar todos esses sintomas", informou.

Período

 
Para o tratamento do luto antecipatório, de acordo com Rita, não há período determinado para o acompanhamento. Ela explica que não existe como prever o tempo em que a pessoa estará viva para a realização da terapia para aceitar a iminência da morte.

 
Maria do Carmo faleceu em dezembro de 2009 em decorrência de um câncer de pâncreas (Foto: Arquivo Pessoal)
Entretanto, o pós-luto requer uma média de sessões a ser realizada, já que os familiares e entes queridos não podem tratar a perda por um longo período. "O ideal é que ele participe de seis sessões depois do falecimento, e depois já retome a vida normalmente, mas existem casos que este tratamento acaba sendo estendido por um período maior. É preciso que paciente procure um atendimento em clinica particular", informou.

A psicóloga afirma que quando os familiares e o paciente participam do luto antecipatório, a chance de precisar do tratamento de pós-luto é menor e o trabalho é mais eficaz.

"Muitas vezes o paciente tem na família alguns conflitos e pendências para serem resolvidas, como problemas de relacionamento, financeiro, um sonho e também desejos. Isso tudo pode ser solucionado quando existe a elaboração do luto antecipatório. Os familiares tem a possibilidade junto com o paciente de solucionar tudo. Quando há um acompanhamento voltado a possibilidade eminente da morte fica tudo melhor, tanto para doente como os familiares", relatou.


*G1, Vales de Minas Gerais.