segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Ação em Ipatinga ajuda familiares e pacientes com câncer terminal

Psicóloga desenvolve trabalho para preparar a iminência da morte.
Serviço é prestado no Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha.

Geraldo, Persia, Maria do Carmo e Aline Miranda comemorando o aniversário de Maria em 2012 (Foto: Arquivo Pessoal)

Após compartilhar sonhos e planos durante um casamento de 36 anos com a esposa Maria do Carmo Miranda Morais, o motorista de Ipatinga, Geraldo Ferreira de Morais, teve que se adaptar com a ausência da companheira, que faleceu em dezembro de 2013, em decorrência de um câncer de pâncreas.

Para conseguir suportar a falta, marido e filhos buscaram tratamento terapêutico em um grupo de apoio da Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha.

"Não é fácil retomar a vida depois de lutar junto com a esposa a superar a morte", relata Geraldo sobre a fase pós-obito.

 
Acompanhameto é feito na Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha, em Ipatinga. (Foto: Patrícia Belo / G1)
O motorista comenta que desde o dia em que a esposa foi diagnosticada com o câncer de pâncreas, ele e os filhos dedicaram por completo ao tratamento de Maria Morais, que lutou contra a doença por cinco meses. Para ajudar neste trabalho, o viúvo participou de um tratamento terapêutico denonimado de "Luto Antecipado" que é realizado dentro da Unidade de Oncologia do Hospital Márcio Cunha.

"Quando minha esposa começou o tratamento na unidade de oncologia em julho de 2013, eu e minha família começamos a participar de sessões com a psicóloga que nos ajudava a tratar e aceitar a doença de uma forma melhor; até mesmo resolver questões relacionadas a nossa família", explicou.

Luto antecipatório
 

Desde 2008, a psicóloga Rita Miranda Coessens Guimarães trabalha no programa "Suporte ao Luto" em Ipatinga. Durante conversa com a reportagem do G1 dos Vales, Rita explicou como é desenvolvido o programa e quais são as etapas necessárias em que o paciente e os familiares devem passar durante o tratamento.
 
Rita Guimarães desenvolve esse trabalho desde 2008 (Foto: Patrícia Belo / G1)
"O primeiro que precisa de cuidados é o paciente. Portanto, tratamos do doente e da família no que se refere ao emocional. É preciso criar um ambiente favorável visando a recuperação e a cura do paciente. Mas, infelizmente, têm os casos que vão a óbito e são nesses casos que existe uma visão diferenciada", diz.

O luto antecipatório acontece quando existe o conhecimento de que uma perda irá ocorrer. A medida que a família entende e assume que um dos membros está doente e em fase terminal, ela consegue buscar recursos internos para enfrentar a perda efetiva deste membro. A psicológa também explica que o doente precisa de um ambiente saudável e colaborativo.

"Entramos a partir dessas histórias que evolui ao óbito, dentro de uma modalidade chamada cuidados paliativos, em que existe a preocupação com o familiar que venha perder um membro com em decorrência do câncer", explicou.

A vida após a perda

 
"Quando os familiares realizam o acompanhamento do luto antecipatório, a perda do familiar se torna mais tranquila", diz a psicóloga. Segundo a profissional, quando o trabalho inicial é desenvolvido de uma forma eficiente, o pós-óbito por muitas vezes não é necessário. "Quando há um trabalho anterior, a família fica mais preparada, resolve todos os conflitos e acaba que quase nem precisa de acompanhamento", acrescentou.

Rita comenta que existem familiares que ficam mais marcados com a perda, necessitando do acompanhamento após a morte. A profissional cita o exemplo de Geraldo e seus filhos que pararam a vida para dedicar ao tratamento de Maria Morais. Após um ano do falecimento, a família ainda realiza o acompanhamento.

"Ainda me sinto bloqueado, devagar. Minha esposa trabalhava comigo, vivemos muito tempo juntos, agora é difícil retomar a vida. Fiz minha última consulta no dia 9 de janeiro deste ano, pela unidade de oncologia. Agora abri espaço, cedi a minha vaga e vou continuar o tratamento particular. Preciso desta ajuda para colocar tudo em ordem e recomeçar a vida", desabafa.

Crianças e adolescentes

 
Outro público que precisa de atenção especial é o de crianças e adolescentes. De acordo com a profissional, esse grupo tem uma resistência maior para aceitar a perda. E quando o familiar vem a falecer, a criança e os jovens desenvolvem problemas patológicos que precisam ser tratados.

"As crianças são inocentes, elas acreditam que Deus vai trazer a cura para o pai, a mãe ou os avós que estão doentes. Elas são acompanhadas desde o inicio pela psicóloga, mas no momento da perda não aceitam com facilidade a morte. Esse público precisa da terapia pós luto. Quando o doente vem a falecer, a criança fica bastante debilitada, perde o apetite, tem problemas na escola, desenvolve a síndrome do pânico. Trabalhamos para amenizar todos esses sintomas", informou.

Período

 
Para o tratamento do luto antecipatório, de acordo com Rita, não há período determinado para o acompanhamento. Ela explica que não existe como prever o tempo em que a pessoa estará viva para a realização da terapia para aceitar a iminência da morte.

 
Maria do Carmo faleceu em dezembro de 2009 em decorrência de um câncer de pâncreas (Foto: Arquivo Pessoal)
Entretanto, o pós-luto requer uma média de sessões a ser realizada, já que os familiares e entes queridos não podem tratar a perda por um longo período. "O ideal é que ele participe de seis sessões depois do falecimento, e depois já retome a vida normalmente, mas existem casos que este tratamento acaba sendo estendido por um período maior. É preciso que paciente procure um atendimento em clinica particular", informou.

A psicóloga afirma que quando os familiares e o paciente participam do luto antecipatório, a chance de precisar do tratamento de pós-luto é menor e o trabalho é mais eficaz.

"Muitas vezes o paciente tem na família alguns conflitos e pendências para serem resolvidas, como problemas de relacionamento, financeiro, um sonho e também desejos. Isso tudo pode ser solucionado quando existe a elaboração do luto antecipatório. Os familiares tem a possibilidade junto com o paciente de solucionar tudo. Quando há um acompanhamento voltado a possibilidade eminente da morte fica tudo melhor, tanto para doente como os familiares", relatou.


*G1, Vales de Minas Gerais.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O GASPEC DESEJA A TODOS UM FELIZ 2015!!!


Sobre o Câncer - Tratamento

O tratamento do câncer pode ser feito através de cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou transplante de medula óssea. Em muitos casos, é necessário combinar mais de uma modalidade.

Radioterapia
 
Tratamento no qual se utilizam radiações para destruir um tumor ou impedir que suas células aumentem. Estas radiações não são vistas, e durante a aplicação o paciente não sente nada. A radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia ou outros recursos no tratamento dos tumores.
Faça o download do arquivo para saber mais.

Quimioterapia
 
Tratamento que utiliza medicamentos para combater o câncer. Eles são aplicados, em sua maioria, na veia, podendo também ser dados por via oral, intramuscular, subcutânea, tópica e intratecal. Os medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, destruindo as células doentes que estão formando o tumor e impedindo, também, que elas se espalhem pelo corpo.
Faça o download do arquivo para saber mais.

Transplante de medula óssea
Tratamento para algumas doenças malignas que afetam as células do sangue. Ele consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula.
Faça o download do arquivo para saber mais.

Fonte: Instituto Nacional do Câncer - INCA
www.inca.gov.br

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL!!!

O GASPEC de Apodi deseja a todos os voluntários, a todos os admiradores e a todos os filhos ou filhas de Apodi um Feliz Natal repleto de paz, saúde, amor e felicidades!
Que nesse Natal, você possa refletir e planejar somente coisas boas para você, seus amigos e seus irmãos!!!

CORREIOS E RÁDIO CIDADE ENTREGAM PRESENTES DE PAPAI NOEL EM APODI

Uma equipe dos correios formada por Geraldinho, Marcilio e Sérgio fez a entrega dos presentes solicitados na cartinha da garotinha Lívia com os pedidos feitos ao Papai Noel. Lívia Rodrigues 10 anos, reside na rua Reis Magos - 314. Há 7 meses ela foi diagnosticada com um câncer na coxa direita (sarcoma-grau 3), e teve sua perna amputada. Agora, infelizmente, o câncer voltou e atacou os dois pulmões da pequena Lívia. Assim, ela necessita fazer semanalmente sessões de rádio e quimioterapia. 
Na cartinha, a qual ela escreveu para o Papai Noel, pediu presentes para todos da sua família e uma amiga em especial de nome karina. Todos os presentes foram doados e ainda alimentos, roupas, uma cadeira de rodas e a quantia de 1.500 reais em dinheiro para ajudar nas suas necessidades. Foi um momento de muita emoção e comoção. A radialista Anna Oliveira acompanhou a equipe a convite de Geraldinho, o mesmo agradeceu o apoio das rádios para a realização da campanha. Geraldinho ainda ressaltou que o povo de Apodi está de parabéns pela hospitalidade e solidariedade. "O sorriso e a alegria da menina Lívia nos faz esquecer por um instante a sua enfermidade" disse. Pois, apesar da tenebrosa doença, Lívia é uma garota alegre, receptiva, esperta e cheia de graça. Que Deus abençoe essa criança e a sua família lhes concedendo a paz e a cura de Lívia.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

GASPEC REALIZA CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA

Palavras de Ideuza Gurgel, diretora do GASPEC: "Agradeço a Deus por mais um objetivo alcançado! Ontem, realizamos a confraternização natalina do GASPEC, conseguimos a participação de 18 pessoas diagnosticadas com Câncer. A nossa meta em 2014 foi alcançada, pois o nosso objetivo é trabalhar com os diagnosticados. Agradeço a todos que colaboraram conosco, em especial aos voluntários"!
Feliz Natal e um próspero Ano Novo!!!